sábado, junho 15, 2002

Acústico intimista e bêbados chatos

Esqueci de comentar. Quinta-feira eu e o Ez fomos ao show do Ed Motta, lançamento do álbum Dwitza, no Mistura Fina. Decidido aos 45 minutos do segundo tempo, comprei os ingressos na marca do pênalti , afinal, o Mistura comporta no máximo 100 pessoas. O show para variar começou com uma hora de atraso. Sorte nossa que o Ed não seguiu a risca a tradição do falecido tio e nos deixou a ver navios. Assim que o show começou deixou claro o que viria a seguir, uma apresentação intimista, de apuro técnico e deixando um de lado o pop do "Manual Prático". Afinal, Dwitza, é praticamente todo instrumental, só duas músicas têm letra. Jazzzz... Niu Ioirqui jeeeeis como ele mesmo definiu durante o show tirando sarro com os "entendidos" do ritmo. Pela primeira vez na sua carreira ele tocou durante um show inteiro, revezando-se entre o piano e a guitarra semi-acústica. Mesmo assim ele deu uma canja e tocou versões dos hits "Colombina", "Daqui pro Méier" até mesmo "Manuel", e por causa de um daqueles bêbados chatos que ficam gritrando o nome de uma detreminada música, terminou com "Outono no Rio". Ed Motta é uma cara bacana e simpático, conta piadas, zoa com a vida, é verdadeiro, enfim a companhia perfeita para uma mesa de bar. Infelizmente certas pessoas confundem esta simpatia com intimidade e depois de algumas doses de wisky acham que o show é particular. Ok, você está a dois metros de distância do sujeito, mas isso não o torna a sua jukebox particular. Resultado final, ótimo show, tirando aqueles que adoram aparecer. Está alí na Lagoa até o dia 22 de Junho, apenas nesta quinta, sexta e sábado. Corra.

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