YA HYA CHOUHADA!*
As Crônicas de Duna é uma das maiores sagas de ficção-científica já escritas. Como todo grande épico a premisa é básica, a vinda de um messias (Kwisatz Haderach) para libertar o sofrido povo (Fremen) de Arrakis (ou Duna) do julgo e domínio da maligna Casa Harkonnen e do Imperador Shaddam IV. Quem já estudou comunicação conhece bem o poder do mito, ou mesmo quem já assistiu a Guerra nas Estrelas conhece bem a estrutura. Originalmente a série de Frank Herbert consiste de 6 livros publicados originamente em 1965, virou
um filme dirigido por David Lynch em 84 e uma
minisérie de TV recentemente. Assisti ao filme aqui no Rio com 10 anos de idade, e fiquei maluco, era um dos melhores filmes que eu tinha visto até então. A direção de arte e
design dos produtos (naves, equipamentos e outros apetrechos) do filme é primorosa, conseguem criar um universo totalmente factível e realista dentro do clima dos livros. Um espetáculo visual e plástico. A
trilha sonora é maravilhosa, composta pelo Toto e Brian Eno. Os puristas que leram os livros simplesmente abominam o filme, segundo eles o longa metragem deturpa a estória e certos pontos, mas ninguém é perfeito, assim também será com o
Senhor dos Anéis. O que mais me fascina em Duna são as disputas políticas, as intricadas e complexas relações entre estado, religião e poder econômico, que tão bem conhecemos, representado respectivamente pelo Império/Casas (Artreides, Harkonnen e Ordoss), Bene Gesserit e a Guilda Comercial. Além disso a paixão e devoção do autor ao poder do deserto só pode ser igualado a
Lawrence da Arábia, e muitos das premissas, ambientações e cultura lembram muito o povo nômade do deserto. Os Fedaykin (tropa de elite Fremen), Muad'Dib, Jihad, Mahdi, Yiam-el-Din, sietch, alam al-mithal, Shai-Hulud entre outros, tem sua conotação oriental.
Enfim... Duna é sobre o mito do Messias, sobre as inter-relações políticas econonômicas e principalmente sobre o uso e dependência de drogas e recursos natuarais. Criação de uma consciência ecológica e do desperdício. Se você gosta de SF, tem que ler Duna.
"A beginning is a very delicate time. Know then, that it was the year 10,191. The known Universe was ruled by the Padishah Emperor Shaddam IV, my father.
"At that time, the most precious substance in the Universe was the spice, Melange. The spice extends life. The spice expands consciousness. The spice is vital to space travel. The spacing guild and its navigators whom the spice has mutated over 4,000 years, use the orange spice gas which gives them the ability to fold space. That is . . . travel to any part of the Universe without moving.
"Oh yes, I forgot to tell you. The spice exists on only one planet in the entire Universe. A desolate, dry planet with vast deserts. Hidden away within the rocks of the deserts are a people known as the fremen who have long held a prophecy that a man would come . . . a messiah, who would lead them to true freedom.
"The planet is Arrakis . . . also known as, Dune"
The Princess Irulan: "Introduction to a Child's History of Muad'Dib"
Truth suffers from too much analysis.
Ancient Fremen Saying
* "Long live the fighters!"
posted by Hiro at 18:02
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