sexta-feira, abril 20, 2001

Bem... contrariando boatos e a vontade de alguns poucos eu não morri no avião da Fly.

Vou explicar, na última sexta-feira 13 eu muito corajosamente embarquei em um vôo da Fly com destino a Natal. O vôo foi ótimo, senhoras gordas entrando com sacolas de super-mercado, cidadãos de bermuda, chinelo de dedo e camisas do ABC, criancinhas gritando "Uia paim! O avião tem rádio!", só faltaram os víveres e a indefectíel cabra amarrada ao lado da poltrona. Pois bem, logo após aterrisar em Natal fui para a casa do meu tio e durante o Jornal da Globo a apresentadora faz a chamada da matéria: "Pânico no vôo da Fly. Ao aterrisar no aeroporto internacional Tom Jobim, o vôo 9336 (o mesmo que eu estava algumas horas antes), fez uma aterrisagem forçada após uma descompressão. Máscaras de oxigênio despencaram do teto e o pânico foi instaurado a bordo e o avião . Os passageiros se recusaram a voltar ao mesmo aparelho e embarcaram em outros vôos da ponte-aérea com destino a São Paulo."

Certa vez estava indo para Natal (de novo) em um avião da Vasp (eu peço para a minha vida ser pura emoção) onde verifiquei algumas baratinhas passeando e conversando sossegadamente perto a cozinha de bordo. Novamente ao chegar na casa do meu tio (o mesmo do parágrafo acima) assisti ao Jornal Nacional (pelo menos o telejornal era outro) e o Cid Moreira noticiou que o avião do qual eu acabara de saltar perdera a turbina no trecho seguinte. Isso mesmo, PERDEU A TURBINA! A dita "soltou", descolou, pediu para dar um passeio da asa do 707 e caiu no Atlântico. Como a aeronave ainda possuia mais 2 reatores ele fez um pouso forçado no aeroporto de Fortaleza.

Não sei, mas acho que deve ser algum tipo de sinal divino. O ato de voar para Natal deve ter algum significado místico na minha vida pois por duas vezes o avião quase caiu. Ou é MUITA coincidência ou eu sou um pé frio dos infernos!!!


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